Insistir em causas sociais vale a pena. Cheguei pela quarta vez em Brasília, nesta sexta (17), para participar do II Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas. Na bagagem roupas suficientes para sobreviver esse fim de semana por aqui e muito entusiasmo em acompanhar as discussões. E tristeza, por outro lado, por não ter conseguido viabilizar a vinda de nenhum outro amazonense para participar.
Entre ganhos e revezes, muita coisa para se contar. A mesa de abertura da atividade mostrou o quão relevante tem se tornado a atuação dos usuários de blog’s e redes sociais para horizontalizar a comunicação e o papel que isso tem jogado diante da ditadura midiática dos oligarcas nacionais. Nada menos que o ex-presidente Lula e o atual ministro das comunicações Paulo Bernardo participaram da atividade.
Na platéia, sentado em meio a centenas de outros, ilustres personagens cujas atuações tornaram possível a comunicação entrar na pauta das grandes discussões do país. Os deputados federais Emiliano José (PT-BA), Luiza Erundina (PSB-SP) e Brizola Neto (PDT-RJ), junto com Altamiro Borges, Renato Rovai, Conceição Oliveira, Venicio Lima e outros.
Tudo isso já esperava. Surpresa mesmo foi a recepção que me foi dada por conta da realização do I Encontro Estadual de Ativistas Digitais do Amazonas, realizado dia 28 de maio. Os comentários entusiasmados da @maria_fro repercutiu muito bem na comissão organizadora da atividade nacional. Aproveito para agradecer aos co-realizadores da etapa estadual, sem os quais projeto não sairia das mentes bem intencionadas.
Enquanto isso, vou me preparando para o segundo dia de atividade. Muita discussão deve rolar para aprovarmos um caderno de propostas avançado e que redunde em muita movimentação nos estados. Nós do Amazonas, já estamos prontos para a tarefa!
sexta-feira, 17 de junho de 2011
sábado, 11 de junho de 2011
O que não dizem sobre Belo Monte
Parte do artigo “Belo Monte, Balbina & Três Gargantas”, de autoria do Secretário de Estado da Produção Rural do Amazonas, Eron Bezerra, publicado em 11.05.2010 – Extraído do livro “Amazônia – Esse mundo à parte”, do mesmo autor.
Belo Monte, Balbina e Três Gargantas – comparativo
Balbina, como exposto acima, foi uma irracionalidade sob todos os sentidos e certamente só foi construída porque na época não havia uma legislação ambiental estruturada. Felizmente algumas das tragédias ambientais que prevíamos não se materializaram, como a “podridão” de seu imenso lago de 2.360 km2 pela decomposição da floresta que sucumbiu. O lago é piscoso e não há qualquer fedor aparente, embora alguns articulistas continuem dizendo o contrário, por ignorância ou má-fé.
Belo Monte, como todos sabem, será a terceira maior hidrelétrica do planeta e a segunda do Brasil. Será superada apenas pela chinesa Três Gargantas, construída no rio Yang-Tsé, que tem potência instalada de 18.299 MW, e pela binacional Itaipu, com 14 mil MW de potência instalada.
Seu projeto original também foi questionado por nós. Os estudos de impacto ambiental, a mobilização popular e mais de 20 anos de questionamento e debates públicos fizeram com que a obra se tornasse tecnicamente defensável.
A área inundada, originalmente prevista, era de 1.250 km2 . Foi reduzida para 516 km2 , o que lhe confere o melhor custo-benefício em termos de impacto ambiental. Comparemos: Balbina precisou inundar 9,44 km2 de área para gerar 1 MW; Itaipu gerou cada MW instalado com apenas 0,096km2 e Belo Monte não precisará de mais do que 0,046 km2 por cada um de seus 11.233 MW de potência instalada.
Os 516 km2 de área inundada da hidrelétrica terão repercussão numa região que abrange cinco municípios (Altamira – o maior do mundo, com quase 160 mil km2 -, Anapu, Brasil Novo, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu) e cuja área total é de 195.219,815 km2 , o que significa que apenas 0,26% da área será comprometida. Não creio, honestamente, que isso inviabilize qualquer atividade econômica na região.
Três Gargantas, a gigante chinesa, é a que mais se aproxima de Belo Monte em termos de racionalidade da área inundada e megawatts gerados. Com 18.299 MW de potência instalada e uma área inundada de 1/084 km2 , a relação é de 0,059 km2 inundado para cada megawatt gerado.
Mas as semelhanças param por aí. Enquanto a população removida em Belo Monte será de 20 mil, segundo dados oficiais, na área de Três Gargantas serão removidas mais de 1.2 milhão de pessoas. Nada menos do que 160 vilas e cidades inteiras serão tragadas pelo lago de mais de 600 km de extensão. Sítios arqueológicos milenares terão o mesmo destino. Mas os chineses sabem do caráter estratégico da energia para o desenvolvimento das forças produtivas socialistas ou capitalistas e seguiram em frente com a maior hidrelétrica do planeta.
Como se pode ver, nem todos os povos têm o privilégio , como o Brasil, de buscar o suprimento de energia a um custo ambiental relativamente pequeno quando comparado com os demais exemplos aqui mesmo mencionados.
Belo Monte, Balbina e Três Gargantas – comparativo
Balbina, como exposto acima, foi uma irracionalidade sob todos os sentidos e certamente só foi construída porque na época não havia uma legislação ambiental estruturada. Felizmente algumas das tragédias ambientais que prevíamos não se materializaram, como a “podridão” de seu imenso lago de 2.360 km2 pela decomposição da floresta que sucumbiu. O lago é piscoso e não há qualquer fedor aparente, embora alguns articulistas continuem dizendo o contrário, por ignorância ou má-fé.
Belo Monte, como todos sabem, será a terceira maior hidrelétrica do planeta e a segunda do Brasil. Será superada apenas pela chinesa Três Gargantas, construída no rio Yang-Tsé, que tem potência instalada de 18.299 MW, e pela binacional Itaipu, com 14 mil MW de potência instalada.
Seu projeto original também foi questionado por nós. Os estudos de impacto ambiental, a mobilização popular e mais de 20 anos de questionamento e debates públicos fizeram com que a obra se tornasse tecnicamente defensável.
A área inundada, originalmente prevista, era de 1.250 km2 . Foi reduzida para 516 km2 , o que lhe confere o melhor custo-benefício em termos de impacto ambiental. Comparemos: Balbina precisou inundar 9,44 km2 de área para gerar 1 MW; Itaipu gerou cada MW instalado com apenas 0,096km2 e Belo Monte não precisará de mais do que 0,046 km2 por cada um de seus 11.233 MW de potência instalada.
Os 516 km2 de área inundada da hidrelétrica terão repercussão numa região que abrange cinco municípios (Altamira – o maior do mundo, com quase 160 mil km2 -, Anapu, Brasil Novo, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu) e cuja área total é de 195.219,815 km2 , o que significa que apenas 0,26% da área será comprometida. Não creio, honestamente, que isso inviabilize qualquer atividade econômica na região.
Três Gargantas, a gigante chinesa, é a que mais se aproxima de Belo Monte em termos de racionalidade da área inundada e megawatts gerados. Com 18.299 MW de potência instalada e uma área inundada de 1/084 km2 , a relação é de 0,059 km2 inundado para cada megawatt gerado.
Mas as semelhanças param por aí. Enquanto a população removida em Belo Monte será de 20 mil, segundo dados oficiais, na área de Três Gargantas serão removidas mais de 1.2 milhão de pessoas. Nada menos do que 160 vilas e cidades inteiras serão tragadas pelo lago de mais de 600 km de extensão. Sítios arqueológicos milenares terão o mesmo destino. Mas os chineses sabem do caráter estratégico da energia para o desenvolvimento das forças produtivas socialistas ou capitalistas e seguiram em frente com a maior hidrelétrica do planeta.
Como se pode ver, nem todos os povos têm o privilégio , como o Brasil, de buscar o suprimento de energia a um custo ambiental relativamente pequeno quando comparado com os demais exemplos aqui mesmo mencionados.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Novo Hino Nacional
Reproduzo abaixo composição do poeta Manoel Assis, declamada na jornada de luta da UNE e da UBES, em 2007, em Manaus. Quis o rumo da vida que eu o reencontrasse durante a eleição passada, ocasião em que ele pediu meu endereço eletrônico e me enviou sua versão do Hino.
Ouviram do Tietê às margens poluídas
De um povo pobre o grito agonizante,
E as leis da impunidade em parágrafos trágicos,
São aprovadas em Brasília neste instante.
Se o Senhor der-nos igualdade
Conseguiremos construir um país forte,
E em teu nome, ó solidariedade,
Que a fome não nos leve à própria morte!
Ó pátria amarga,
Atrofiada,
Salve-se! Salve-se!
Brasil, um roubo imenso, um caso típico,
Justiça e seriedade o povo pede,
Se em teu famoso congresso, errôneo e fingido,
A imagem da democracia apodrece.
Gigante pela própria esperteza,
Corrupção e farsa é o teu colosso,
E o teu futuro espelha a incerteza.
Terra marcada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó pátria amarga!
Os miseráveis deste solo já são mais de mil,
Pátria amarga,
Brasil!
II PARTE
Dormindo profundamente entre escândalos,
Ao grito da fome e à luz do caos profundo,
Vergonha, ó Brasil porão da América,
Iluminado ao desejo de um novo rumo!
Do que a terra mais sofrida
Teus tristonhos, raros campos não têm flores;
“Nossos desertos não têm vida”,
“Nossa vida” no teu seio “só clamores!”.
Ó pátria amarga,
Atrofiada,
Salve-se! Salve-se!
Brasil, a comida do lixo fez-se um símbolo
O pão que sustenta o favelado,
E diga nunca mais pra esta fórmula
- E que o futuro não repita o passado.
Mas se a voz da injustiça for mais forte,
Veremos jorrar sangue nessa luta,
Teu povo está entregue à própria sorte.
Terra marcada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó pátria amarga!
Os miseráveis deste solo já são mais de mil,
Pátria amarga,
Brasil!
Manoel Assis
O Poeta da Juventude
Ouviram do Tietê às margens poluídas
De um povo pobre o grito agonizante,
E as leis da impunidade em parágrafos trágicos,
São aprovadas em Brasília neste instante.
Se o Senhor der-nos igualdade
Conseguiremos construir um país forte,
E em teu nome, ó solidariedade,
Que a fome não nos leve à própria morte!
Ó pátria amarga,
Atrofiada,
Salve-se! Salve-se!
Brasil, um roubo imenso, um caso típico,
Justiça e seriedade o povo pede,
Se em teu famoso congresso, errôneo e fingido,
A imagem da democracia apodrece.
Gigante pela própria esperteza,
Corrupção e farsa é o teu colosso,
E o teu futuro espelha a incerteza.
Terra marcada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó pátria amarga!
Os miseráveis deste solo já são mais de mil,
Pátria amarga,
Brasil!
II PARTE
Dormindo profundamente entre escândalos,
Ao grito da fome e à luz do caos profundo,
Vergonha, ó Brasil porão da América,
Iluminado ao desejo de um novo rumo!
Do que a terra mais sofrida
Teus tristonhos, raros campos não têm flores;
“Nossos desertos não têm vida”,
“Nossa vida” no teu seio “só clamores!”.
Ó pátria amarga,
Atrofiada,
Salve-se! Salve-se!
Brasil, a comida do lixo fez-se um símbolo
O pão que sustenta o favelado,
E diga nunca mais pra esta fórmula
- E que o futuro não repita o passado.
Mas se a voz da injustiça for mais forte,
Veremos jorrar sangue nessa luta,
Teu povo está entregue à própria sorte.
Terra marcada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó pátria amarga!
Os miseráveis deste solo já são mais de mil,
Pátria amarga,
Brasil!
Manoel Assis
O Poeta da Juventude
Grupo de teatro encena releitura sobre a Ditadura Militar
AI-5, movimento Hippie, clandestinidade, repressão… O ano de 1973 já sinalizava um período crítico e ao mesmo tempo criativo no Brasil. Viviana é uma filha de militar que começa a se relacionar com amigos militantes de esquerda de Leninha, sua melhor amiga. A partir de então há uma transformação de pensamento e atitudes de todos.
É nesse momento do país que a peça “Ainda ontem”, encenada pelo Grupo de Teatro Ação em Cena, apresenta no dia 14 de Junho, no prédio de História da UNINORTE, localizado na rua Frei Lourenço,33, centro, próximo da praça do congresso.
A peça, que será uma das atrações da semana de história da universidade, começa às 19h, com entrada gratuita. A diretora do espetáculo, Taniouska Souza, ressalta a importância de se tratar sobre o assunto: “Ainda existe muito a se falar a respeito de ditadura. O objetivo não é apenas mostrar os fatos que ocorreram nesse período, mas trazer à plateia um pensamento crítico sobre o tema. Os personagens tem ao mesmo tempo uma função artística e didática.”, explica Taniouska.
A pesquisa vai além do questionamento histórico. A música está presente em algumas cenas com uma lista de nomes como Caetano Veloso, Geraldo Vandré e Guilherme Arantes. O figurino, com assinatura de Dione Maciel e Denise Vasconcelos, é outro ponto de destaque.
O espetáculo participou do 6º. Festival de Teatro da Amazônia, realizado em Outubro de 2009. Ao todo foram 6 indicações: melhor figurino, texto,sonosplatia e duas indicações para ator coadjuvante ( Antonio Carlos Junior e Diego Bauer). Além disso recebeu menção honrosa pelo texto e o prêmio de melhor ator coadjuvante para Antonio Carlos Junior.
O grupo retorna em temporada nesse ano e pretende circular por espaços alternativos. Além do elenco renovado a iniciativa pretende apresentações em espaços alternativos e debates sobre o tema. “Ainda Ontem sempre teve como público-alvo estudantes, universitários e público em geral. Pretendemos trabalhar em locais diferentes dos tradicionais palcos da cidade. Queremos ir onde esse público se encontra.” Afirma Taniouska.
Sobre o grupo Ação em Cena
O grupo de Teatro Ação em Cena foi criado há 10 anos e já encenou nos palcos de Manaus clássicos do teatro mundial como os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas, e Muito Barulho por nada, De William Shakespeare. Das produções próprias já produziu Pássaro canto cativeiro, com a participação do cantor Pereira, Carmen cabocla, adaptação do musical de Prosper Merimé e Ainda Ontem, de autoria de Taniouska Souza, diretora do Grupo.
terça-feira, 7 de junho de 2011
A queda de Palocci e a salvação do governo
O Brasil assistiu, talvez sem saber, a melhor notícia desde o início do governo Dilma. A queda de Antonio Palocci, então titular da Casa Civil, é um indicativo claro de que as peças no tabuleiro do governo podem serem reposicionadas a partir daqui.
Num português dos brasileiros, podemos dizer que o zigue zague da gestão Dilma pode diminuir a frequência com que vinha desestimulando os setores mais avançados que ajudaram a lhe eleger. Para quem não sabe, Palocci é o homem que garantia os interesses de banqueiros, industriários, oligarcas em geral junto ao governo.
A fotografia inicial do governo Dilma mostra o quanto foi forte a intervenção dele nesses meses. Eleita sob a consígna de "Para o Brasil seguir mudando", a primeira mulher presidente da República entrou para o hall das queridinhas do Partido da Imprensa Golpista (PIG) por aplicar o receituário defendido pelos caciques direitistas do PSDB. Cortou investimentos, deu pouca atenção aos movimentos sociais, que só foram recebidos depois de muita mobilização, anunciou a privatização de aeroportos e por aí caminhava.
Tudo isso deixou os apoiadores progressistas de cabelo em pé. Mesmo sabendo que se trata de um governo em disputa, pois reune em sua base de sustentação desde o PCdoB até setores mais conservadores da política nacional, era inevitável a leitura de que o campo popular estava engasgado nesses primeiros meses de novo governo.
A manchete dos telejornais de hoje (7), no entanto, animam. Mas a saída de Palocci por si só não representa nada. Como tudo na vida, alinhar a atual gestão do governo federal diante das necessidades de milhares de brasileiros camponenses, como Adelino Ramos, ribeirinhos amazônicos e milhares de populares que a elegeram precisa ser construído. Partidos de esquerda e movimentos sociais precisam empreender uma agenda brusca para pautar suas demandas e infiltrá-las na agenda pública, de modo que venham ser atentidas pelos membros do executivo.
Avante, queridos. Essa é a nossa parcela de contribuição para nós mesmos!
Num português dos brasileiros, podemos dizer que o zigue zague da gestão Dilma pode diminuir a frequência com que vinha desestimulando os setores mais avançados que ajudaram a lhe eleger. Para quem não sabe, Palocci é o homem que garantia os interesses de banqueiros, industriários, oligarcas em geral junto ao governo.
A fotografia inicial do governo Dilma mostra o quanto foi forte a intervenção dele nesses meses. Eleita sob a consígna de "Para o Brasil seguir mudando", a primeira mulher presidente da República entrou para o hall das queridinhas do Partido da Imprensa Golpista (PIG) por aplicar o receituário defendido pelos caciques direitistas do PSDB. Cortou investimentos, deu pouca atenção aos movimentos sociais, que só foram recebidos depois de muita mobilização, anunciou a privatização de aeroportos e por aí caminhava.
Tudo isso deixou os apoiadores progressistas de cabelo em pé. Mesmo sabendo que se trata de um governo em disputa, pois reune em sua base de sustentação desde o PCdoB até setores mais conservadores da política nacional, era inevitável a leitura de que o campo popular estava engasgado nesses primeiros meses de novo governo.
A manchete dos telejornais de hoje (7), no entanto, animam. Mas a saída de Palocci por si só não representa nada. Como tudo na vida, alinhar a atual gestão do governo federal diante das necessidades de milhares de brasileiros camponenses, como Adelino Ramos, ribeirinhos amazônicos e milhares de populares que a elegeram precisa ser construído. Partidos de esquerda e movimentos sociais precisam empreender uma agenda brusca para pautar suas demandas e infiltrá-las na agenda pública, de modo que venham ser atentidas pelos membros do executivo.
Avante, queridos. Essa é a nossa parcela de contribuição para nós mesmos!
sábado, 28 de maio de 2011
Tá rolando!
O I Encontro Estadual de Ativistas Digitais deixou de ser apenas uma idéia encrustrada numa mente qualquer. Estou ao lado dos palestrantes da primeira mesa, mas recordo do que ocorreu até aqui.
Desde as primeiras reuniões com as entidades que se tornaram membros da Comissão Organizadora até a realização do evento em si, muita coisa ocorreu. Na última semana, principalmente, fui ter um pouco da proporção em que se tornou a atividade. Blog's, jornais, portais e inúmeros usuários das redes sociais multiplicaram a idéia para muito além do que imaginava.
O resultado foi excelente. Passamos da centena de inscritos e mais ainda de participantes. A qualidade das discussões, até agora (estamos na primeira mesa) tem sido excelente. Nossa convidada vinda de São Paulo está arrebentando e politizando com qualidade o assunto.
Mais teremos e estou ainda mais convencido da importância de se empreender idéias de cunho social. Afinal, é preciso diversificar as fontes de informação para diminuir os tentáculos da grande imprensa privatista, elitista e antidemocrática e levar internet de qualidade via Estado para todos os brasileiros.
Desde as primeiras reuniões com as entidades que se tornaram membros da Comissão Organizadora até a realização do evento em si, muita coisa ocorreu. Na última semana, principalmente, fui ter um pouco da proporção em que se tornou a atividade. Blog's, jornais, portais e inúmeros usuários das redes sociais multiplicaram a idéia para muito além do que imaginava.
O resultado foi excelente. Passamos da centena de inscritos e mais ainda de participantes. A qualidade das discussões, até agora (estamos na primeira mesa) tem sido excelente. Nossa convidada vinda de São Paulo está arrebentando e politizando com qualidade o assunto.
Mais teremos e estou ainda mais convencido da importância de se empreender idéias de cunho social. Afinal, é preciso diversificar as fontes de informação para diminuir os tentáculos da grande imprensa privatista, elitista e antidemocrática e levar internet de qualidade via Estado para todos os brasileiros.
terça-feira, 17 de maio de 2011
PNBL: a batalha que a juventude não pode perder
No dia 25 de abril, várias entidades dos movimentos sociais organizaram, em cinco estados diferentes, plenárias de lançamento da campanha “Banda Larga é um direito seu”. O tripé “barata, de qualidade e para todos”, definido pelos idealizadores, dá o contorno de como a sociedade civil organizada quer que o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) seja implementado.
Nascido ainda no governo Lula, o plano surgiu com a proposta de massificar o acesso à internet em domicílio. Demandou, inclusive, a reinstalação da Telebrás a fim de garantir o interesse público e a chegada qualitativa do serviço no norte, nordeste e nos municípios distantes dos grandes centros consumidores. Tudo que a iniciativa privada não tem vocação para fazer.
Desde então, muita disputa tem se dado. No fórum Brasil Conectado, criado para discutir a implantação do programa, representantes da sociedade civil pontuavam de forma positiva a inserção do Estado, por um lado, mas criticavam limitações como a velocidade de 512 a 784 kbps oferecida à princípio e nenhuma perspectiva de universalização. Mesmo considerando que chegar em 40 milhões de residências, até 2014, era bastante razoável.
As últimas notícias sobre o assunto, no entanto, são extremamente preocupantes. A sanha das grandes empresas não têm encontrado resistência no Ministério das Comunicações (Mincom) e até o que se tinha de ganho está ameaçado. A pressão das teles surtiu efeito e, nos últimos dias, o ministro Paulo Bernardo anunciou que haverá uma redefinição sobre o papel da Telebrás diante do PNBL. A proposta é de que o órgão se torne meramente uma espécie de agência reguladora e o campo fique totalmente aberto para as operadoras privadas.
O que isso significa? Caso se concretize, a luta pela internet enquanto serviço público e por isso alvo de metas de universalização cai por terra. A desigualdade regional na oferta e na qualidade do serviço tende a se perpetuar. Assim como os porcos serviços disponibilizados Brasil à fora pela iniciativa privada, que já faz da internet banda larga campeã de reclamações na Anatel.
Os efeitos na prática são desastrosos. Centenas de municípios espalhados no interior do nosso país tendem a ficar no mesmo desalento até um dia desses representado pela falta de energia elétrica. As principais cidades do eixo sul-sudeste continuarão com internet de melhor qualidade, enquanto que jovens de Itacoatiara no Amazonas, por exemplo, permanecerão esperando cerca de 15 minutos para acessar seus e-mails e baixar uma página de Word. Sem falar das constantes interrupções de sinal para quem já teve condições de contratar os caros e lentos serviços.
De forma mais ampla, a derrota no PNBL representa um desfalque substancial na construção de um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento. Isso porque o país precisa de uma geração de jovens qualificados no mercado de trabalho e preparados para pensar o Brasil que construiremos; e nós jovens necessitamos ter acesso à baixo custo ou gratuitamente a um vasto leque de bens culturais e fontes de informação para nos qualificarmos e darmos conta dos desafios que estão postos. Algo que a internet propicia com facilidade.
Aí está mais uma disputa que não podemos perder e uma pauta que precisa ser debatida nas nossas grandiosas mobilizações rumo ao 52 Congresso da UNE.
Nascido ainda no governo Lula, o plano surgiu com a proposta de massificar o acesso à internet em domicílio. Demandou, inclusive, a reinstalação da Telebrás a fim de garantir o interesse público e a chegada qualitativa do serviço no norte, nordeste e nos municípios distantes dos grandes centros consumidores. Tudo que a iniciativa privada não tem vocação para fazer.
Desde então, muita disputa tem se dado. No fórum Brasil Conectado, criado para discutir a implantação do programa, representantes da sociedade civil pontuavam de forma positiva a inserção do Estado, por um lado, mas criticavam limitações como a velocidade de 512 a 784 kbps oferecida à princípio e nenhuma perspectiva de universalização. Mesmo considerando que chegar em 40 milhões de residências, até 2014, era bastante razoável.
As últimas notícias sobre o assunto, no entanto, são extremamente preocupantes. A sanha das grandes empresas não têm encontrado resistência no Ministério das Comunicações (Mincom) e até o que se tinha de ganho está ameaçado. A pressão das teles surtiu efeito e, nos últimos dias, o ministro Paulo Bernardo anunciou que haverá uma redefinição sobre o papel da Telebrás diante do PNBL. A proposta é de que o órgão se torne meramente uma espécie de agência reguladora e o campo fique totalmente aberto para as operadoras privadas.
O que isso significa? Caso se concretize, a luta pela internet enquanto serviço público e por isso alvo de metas de universalização cai por terra. A desigualdade regional na oferta e na qualidade do serviço tende a se perpetuar. Assim como os porcos serviços disponibilizados Brasil à fora pela iniciativa privada, que já faz da internet banda larga campeã de reclamações na Anatel.
Os efeitos na prática são desastrosos. Centenas de municípios espalhados no interior do nosso país tendem a ficar no mesmo desalento até um dia desses representado pela falta de energia elétrica. As principais cidades do eixo sul-sudeste continuarão com internet de melhor qualidade, enquanto que jovens de Itacoatiara no Amazonas, por exemplo, permanecerão esperando cerca de 15 minutos para acessar seus e-mails e baixar uma página de Word. Sem falar das constantes interrupções de sinal para quem já teve condições de contratar os caros e lentos serviços.
De forma mais ampla, a derrota no PNBL representa um desfalque substancial na construção de um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento. Isso porque o país precisa de uma geração de jovens qualificados no mercado de trabalho e preparados para pensar o Brasil que construiremos; e nós jovens necessitamos ter acesso à baixo custo ou gratuitamente a um vasto leque de bens culturais e fontes de informação para nos qualificarmos e darmos conta dos desafios que estão postos. Algo que a internet propicia com facilidade.
Aí está mais uma disputa que não podemos perder e uma pauta que precisa ser debatida nas nossas grandiosas mobilizações rumo ao 52 Congresso da UNE.
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